Quietude
Amanheci silenciosa
quieta na ternura aveludada da aurora
na solidão sem caos
das folhas coloridas de outono
manchadas de histórias e
amores ressequidos pelo tempo
o cheiro úmido recendia da terra-âmago
despertei olhando em torno
o contorno de tudo
da boca do mundo
do monte de vênus
do tempo pendulando no céu
da ferida no meu braço
da morte sem face
da compleição da sombra
da pétala, do sorriso abrindo,
do seio pulsando, do firmamento
vagarosamente torneados
na gestação das horas.
Escrito por Alessandra Espínola às 13:05
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