Delírios
Não me peças calma
Quando te quero, te anseio.
Quando te espero indo ao encontro
Quando o desejo já não cabe em mim
Quando teu sorriso se desfaz na despedida e,
teu beijo escapole dos meus lábios, no escuro
esfriando minha noite sem fim
Não me peças calma
Quando minha boca sôfrega
desabrocha e,
desmancha-se
na tua língua morna, molhada.
Não, não me peças: -Devagar...
A urgência ardente do desejo
me entorna.
Entre lucidez e loucura
razão e magia
lágrimas e sorrisos
A paixão me arrebata, me lança
num precipício de delírios.
Escrito por Alessandra Espínola às 08:29
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