Coquetel Poético


Anti-pecado

                          (Poeta Nelson Luiz de Oliveira)

Atendi o teu desejo

Para ser mais "bruto",

Ciente de que a natureza

Me queria pra colher um fruto.

É que à Natureza a mais apraz do que somente

A flor-de-liz de delicada estampa

Ou virtuosa avenca que a avozinha planta:

A Natureza tem os seus rompantes...

O parto, por exemplo, é faina

Em linfa, sangue e testa ressudada

-Mais tempestade que bonança-

E no rompimento da cápsula da paina

A barriguda-de-espinho sua semente lança.

Quando vem de muito fundo

(Ou de tempos bem distantes)

O urro da fêmea pede outro tratamento

E momentaneamente nos dispensa

De poemas e ornamentos.

Meses depois, a Natureza vai pedir brandura

Como paga pela antecipada recompensa

(Erótica) e...

...Sob esta ótica,

Tudo terá sido feito dentro da mais cândida lisura.

publicado em www.recantodasletras.com.br/autores/Oliveiranelson

 



Escrito por Alessandra Espínola às 21:54
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Ai, a saudade...

lhe dou hoje

o presente de mim

a compainha gráfica

a letra carinhosa

a alma em chama

o desejo tácito

 

o beijo

o sorriso

o abraço

e a poesia

cheia de graça!

 



Escrito por Alessandra Espínola às 20:57
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Esculpe rochas


Vaza o vidro, a água, o ouvido


o espaço, os olhos


percorre à flor do rio, o amor


brilha ao fundo


geme ao centro


arde o meio


cometa num vulcão, o amor


comete eclipse


molha a sede


na chuva temporã, o amor



traz a borboleta à janela


consola a infante, o amor


areja o solo


desnubla o céu


destrincha a “irrazão”, o amor


leva leve o passarinho


à voz que canta


ao dedo que escreve


ao ombro alvo,


balbúcios de poesia, o amor.



Escrito por Alessandra Espínola às 07:49
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Da chuva que molha o barro

modelo a cabeça

do homem-deus

essa lama

que se desmancha

que se mescla

que se levanta

se chama alma.

 

Do sol que seca a fôrma

nesse tempo

dessa forma

a essa altura

se chama eu.



Escrito por Alessandra Espínola às 07:27
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Dividindo pra multiplicar

indo pra encontrar

sorrindo pra não chorar

escurecendo pra clarear

quebrando pra consertar

ouvindo pra falar

sendo para estar

tranbordando pra não reter

vivendo pra morrer.



Escrito por Alessandra Espínola às 09:41
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Agarro a vida pela crina

pelos pêlos

pelo rabo

me arrasto

nem que seja ferida

 

como poeira

e enfado

bebo céu, sereno

e fado

não faço rima

no meio do deserto

não largo esse galope

não ainda.



Escrito por Alessandra Espínola às 09:36
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No meio de tudo

 

No meio de tudo,

O mundo,

No meio do mundo,

a rua

No meio da rua,

O sol, o estampido e

ao fundo a feira

No meio da feira,

O silêncio e a lembrança

No meio da lembrança,

O solo e a missa

No meio da missa,

A sarça ardendo

No meio da sarça,

Incendeiam a carne e o pensamento.

 

 



Escrito por Alessandra Espínola às 09:21
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