às costureiras
com as linhas
da palma das mãos
costura a vida
em versos
algodão e seda
forra a ca(l)ma,
é linho dia!
bainha feita
avisa a hora
de entregar-se pronta
nu_m pano su(rr)ado
histórias e(nco)mendadas
rasgam-se nas entre-linhas
Tece a vida, a cria
a(r) rima
veste-se de lágrima
e quase tudo é
desalinh(av)o
Fora de eixo
na decolagem do abraço
despenca o centro de gravidade
da nossa máquina voadora
***
Pulsação
nas linhas
sístoles
entre linhas
diástoles
Amanhecer
manhã cheia
inverno desperto e rígido
me intumesce o seio
poeminha
Converso com o barro e o espelho
falam com voz barroca
do passado e do medo
o traço enrugado vem moderno
no apalpar escuro do futuro
e no movediço que liberta.
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Imperdível!
Abraços!
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Doces beijos a todos!