Ventre do Poema
Entro no jardim das Imbiribas ponho meu abadá e berimbau no canto, e nua no banco volto a ser menina me lambuzando toda esculpindo meu corpo de mulher, diante da cachoeira que seduz bandos de pássaros trazem ramos e no ventre do jardim de um mangue germino espécies, sementes e rego luz.
Escrito por Alessandra Espínola às 20:50
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