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poemas de estação 3
piás, azucrinam crepúsculos manhãzinha... arrulham-se na gostosura das horas
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na transparência das rosas o reflexo da prímula buliçosa sombra da guria tarda lua
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férias da estação sonhos de papo pro ar nuvens na cabeça e o mundo nas mãos
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manhã de primavera sem bater asas, pássaro voou
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entre fios do sol de cobre se coça a relva, apontada para o nascente bronzeia as horas
Escrito por Alessandra Espínola às 09:16
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poemas de estação 2
manhã lisa, sabiás cantam valsa, no capim molhado, angorá se alisa
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vento na garupa a garota pedala, alada... de bicicleta
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eram rastros seus cabelos no silêncio, o interstício música tamborilando no peito corporal_mente, ventos alísios e contra-alísios
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vôo solo pardal (ex) palha silêncio no ninho, no céu, estio
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a saia da menina abanava em leque, era brisa cheia de sol formigava o rosto do moleque
Escrito por Alessandra Espínola às 14:18
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poemas de estação (aos adolescentes)
das mangas precipitadas no mato
soçobravam os olhos do menino só
sobravam bagaços
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à tarde,
passarinhada abriga o pôr do sol
debaixo das asas
de madrugada,
serenata
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sua vez
beijos, beijos...
suaves
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carrapicho no pé
fruto da meninice...
dos dias em que se caçava grilos
e se acendia o nariz com girassol
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andorinha
passeia no azul celeste
depois do arco-íris,
a paz
Escrito por Alessandra Espínola às 08:58
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Alguma coisa é gerada no ventre da noite, na contração do mar, e urgentemente. De cócoras, me pede pra não morrer. Assim como eu, acho que o que escrevo não chega a ser, é sempre, apenas, intenção.
Me lambe o recife dos teus olhos, cintilâncias, transparências e névoas, quando não me dou mais conta, estou ao fundo, areia encharcada de água e sal, mergulhada em águas desconhecidas que me levam para perto de... Desancorada resvalo-me em horizonte alheio, percorro meus olhos para onde teu olhar viaja, e me leva teu mar, me aporta em terras ainda não visitadas, então eu te visito e, é aí também, que sou revisitada.
Me umedece a macieza verde do teu olhar, frondosa árvore entre sombras e trepadeiras, coisas-bosques suaves e latejantes que se entrelaçam num silencioso desenrolar-se de galhos retorcidos e seiva numa atmosfera entre nervuras de folhas e gotas de orvalho, verdíssimas e acarpetadas. Tomara pudesse cravar minhas raízes em tuas terras, adentrar veios, desviver semente e me aninhar no caroço da Terra.
Escrito por Alessandra Espínola às 07:49
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Em três tempos
Esse é o tempo,
das árvores construírem
ninhos nas mãos.
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O menino ancora
a vida nas memórias
e brinca nas espumas do tempo.
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A borboleta chega tarde
para o encontro,
e tão cedo tem que partir.
Escrito por Alessandra Espínola às 08:01
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Frige quando é poesia
é quase dor,
ar_dor.
Desejo,
é que dançam
salamandras no peito.
Escrito por Alessandra Espínola às 12:21
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Um ser de tardes
Se debruça sobre a carnadura do poço,
Seu feixe de luz transpassa
a folha de amianto,
cava funduras móveis
até ao oculto branco do osso,
Nascer também é para dentro?
Escrito por Alessandra Espínola às 08:27
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Do Livro "fragmentos do silêncio" (versos esparsos) de André Boniatti
XXVII
barro é o homem, ar nos pulmões e fogo no coração
XXVIII
repouso no caos, movimento e processo,
CXLVII
espero por deus como quem não tivesse dinheiro para voltar,
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mais do autor: http://www.recantodasletras.com.br/autores/poiesismorias
Escrito por Alessandra Espínola às 12:14
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Vento na janela Serenata À flor amarela
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Gritos de pássaro, Noite assustada Chove
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Vaga lume Na centro da sala Vaga lua
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Volta e meia, É meia lua A noite inteira.
Escrito por Alessandra Espínola às 10:37
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