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Lanço nos ares o pássaro aflitivo
Sobrevoa os abismos,
Arfante, ainda não trouxe o ramo no bico.
Escrito por Alessandra Espínola às 10:05
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No silêncio do roxo-azulado
o peito apunhalado sangra
um incêndio o céu da tarde,
e o grito lacrado do pássaro sem nome
sepultando o branco dos olhos
calcinando a face.
Escrito por Alessandra Espínola às 11:33
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Face de flores no sonho
um ser inominável, pés nebulosos
fibra intocável sem membros,
Na ponta da faca
o fel e a gota infinita do tempo
depois do feixe de luz na janela
e dessa febre anunciada
o zunido da lâmina cortanto o ar
o espaço
minha morada.
Escrito por Alessandra Espínola às 09:09
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a dor atropela-me
na rua dos fundos,
na infinitude da noite
o escuro cortante
segue , sangra
em golpes invisíveis,
espasmos no vazio do ventre
fala a voz do silêncio
faz o escambau
passa por todo o dentro de mim
o abismo,
é assim que é.
Escrito por Alessandra Espínola às 08:25
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poemas de estação 4
som, risos e lua da tarde a noite não adormecia, só risos...
***
finda noite primaveril, o cheiro de jasmim buli impassível nos campos de mim
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é lua nova no (des) caminho o menino com a velha solidão
***
anjos... com asas trançadas de sonhos se metem à besta, metamorfoseiam-se
***
no meio do lago pedra n’água não cessa, não cessa a onda larga
Escrito por Alessandra Espínola às 11:49
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