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enguia elétrica dentro da água corrente
língua de serpente dentro do fundo barrento da gente
o poema
Escrito por Alessandra Espínola às 14:02
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dentro da flor
fulva , silenciosa cerda
alvura ensolarada se abrindo
no horizonte da pétala
Escrito por Alessandra Espínola às 08:42
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o bico aberto do tempo na casa de alpistes alimenta fome sede sonho de vôos
ar e terra, asas desabrochando ninhos de primaveras!
Escrito por Alessandra Espínola às 10:18
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[infinitude]
É infinita uma tarde de domingo, é infinita a noite antes da lâmina, é infinito o sulco do corte, é infinita a manhã depois do grito, é infinito saber-me vago ponto no espaço repetido, alongado gesto de mão que segura o ar, o aço.
Escrito por Alessandra Espínola às 14:52
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[ave palavra]
Ave palavra!
asa da crisálida
a roçar o céu da boca
e depois do passo nos ares?
dos pares de asas?
depois, aflição de ser pássaro
vôo , brisa dentro da casa.
Escrito por Alessandra Espínola às 09:24
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