vê só, ando num silêncio quente, caminho como quem tateia no escuro, asas abertas à noite, cintilando movimentos,
é que tem vez que é tão difícil dizer coisas...
ando também agressiva com as palavras, e elas cada vez mais tão profundamente delicadas em mim,
corte no corpo
um vermelho de palavras parindo dores que sepulto sempre, mas um leve toque à superfície vem aquela coisa tão boa e alegre e transporta e transmuta toda palavra numa caligrafia de desejos na pele que nem consigo dizer coisa alguma...
um bater de asas e a dança de pó colorido de vôos de véus, de sol varando a escura idade...
Escrito por Alessandra Espínola às 07:19
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|